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Memória, identidade e transformação atravessam as séries da artista sem se fixarem em narrativas lineares. Experiências pessoais, lembranças da infância e elementos recolhidos do cotidiano são convertidos em estruturas visuais que investigam o corpo, o olhar e as formas de perceber o entorno. A intensidade cromática convive com suportes desgastados, linhas construtivas e figuras instáveis, criando tensões entre permanência e dispersão, unidade e fragmentação. Em sua prática, pintar significa reorganizar continuamente aquilo que é visto e lembrado, abrindo a imagem para novas associações.

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